Já faz um tempo que tenho alimentado uma vontade de pesquisar e aprofundar a relação entre pedagogia – prática teatral – pesquisa individual. O que quero dizer com isso?
Falo da importância do professor de teatro em se colocar constantemente na prática teatral impulsionando assim uma pesquisa pessoal. Essa reflexão surge da necessidade que percebo diante dos profissionais que atualmente orientam, instruem, focalizam uma aula, e é claro, defendendo a minha área, que é o teatro.
Ao acessar os sites propostos como pesquisa de aula, em especial os sites Percevejo e o da ECA, encontrei alguns trabalhos que me chamaram muito a atenção: Da Pedagogia do Ator à Pedagogia Teatral, verdade, urgência, movimento (Gilberto Icle), Ensino de Teatro e as Políticas de Formação Docente (Adilson Florentino e Luiz Eduardo Marques da Silva) e O mestre – encenador e o ator dramaturgo (Marcos Bulhões Martins). Percebo que me deparo cada vez mais com temas que poderiam resolver minhas duvidas, mas sempre acabo com mais estímulos de questionamentos, e menos respostas.
Foi através de vários caminhos diferentes que cheguei até a realidade de ensinar e aprender teatro, e acredito mais do que nunca, ser a arte que transforma o tempo todo, e que através de seu processo traz a tona as praticas de humanização. Não nego que é dessa forma que entendo o ensino do teatro, como aquele que questiona o respeito, a sociedade, a violência e transforma o cidadão, através da criatividade e do jogo teatral. Todo esse emaranhar de conhecimentos vão além de um espetáculo, onde há uma preocupação estética de produto final, mas de um processo que traga condições de criar instrumentos para uma encenação mais espontânea.
Questiono então, como seria a formação do “Professor” de teatro?
Não no que se refere ao estudo dentro do currículo elaborado nas Escolas de Teatro, mas sim ao que diz respeito a sua formação fora e depois delas. Como caracterizar e analisar?
Acredito na necessidade da pesquisa, para criação de novos instrumentos e linguagens que estimulem a investigação pessoal, trazendo desta forma, mudanças significativas para o ambiente pedagógico e dando condições para a existência de um debate mais rico e próximo de seu aluno. Não se trata de “ensinar” teatro aos alunos, mas de orientar um processo poético no qual se constitua mais um anseio de compreensão do fenômeno teatral, do que o acúmulo de técnicas.
A formação de professores de Teatro traz a tona todo um estudo de técnicas, de pensadores, de modelos pedagógicos, conteúdos, temas, que devem assumir no instante pós-formação, um novo significado que atravesse a reflexão de um autor para um professor que reconstruirá, questionará e promoverá reflexões diante de alguns saberes, aumentando o potencial critico, com qualidade, desse professor.
“A pedagogia do teatro e a encenação, quando caminham juntas com o enfoque da pesquisa, são responsáveis pelo avanço do teatro como ato cultural e como linguagem artística” (Marcos Bulhões Martins).
Nós como professores devemos entender que a prática cênica caminhando juntamente com a pedagogia, como investigação artística, só contribui para o aumento da competência dentro de nossa atuação em sala de aula.
Esse momento de reflexão esta sendo importantíssimo, pois através dele, eu tenho alimentado mais a vontade de aprofundar meus questionamentos, resultando talvez numa grande defesa de pesquisa pessoal.
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